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2.4.08

Doce lar, doce... :0)

Não é só a harmonia da casa, o arranjo de pequeninas flores verde-alface em jarra fosca, a mesa de suave cor de areia e cheirando a novo, os pequenos cactos espalhados pelo cimo dos móveis baixos, a colcha azul-marselha, a luminosidade dos cortinados brancos, a mantinha de polar lilás que me envolve o colo quando me sento a escrever, os candeeiros suaves em lugares estratégicos, o cheiro em tudo a lavado, a fruta fresca em base de vidro, os panos transparentes bordados em suave prateado, os retratos de família ou as milhentas caixinhas de madeira ou forradas de tecidos delicados. É também a frieza das cadeiras de acrílico transparente, para que a sala pareça livre; as outras, nos topos, de leve madeira sépia com barrinhas, o mesmo cheiro a ceras e tintas de uma certa loja de artigos importados que visitava em França, os chãos de tons claros, os livros que escolhi para viverem comigo, a música que ponho, um ou outro incenso, uma ou outra pedra do rio ou da praia, caixas da correspondência que ainda recebo, eu, que continuo a escrever aos que amo, a toda a gente maravilhosa que Deus me pôs no caminho e me abençoa os dias.
Não, não é só isso. É a própria ideia de harmonia em tudo, de odores a limpo, de refeições com cor e viço, de sons feng-shui, longe da azáfama da cidade. Por isso me descalço, por isso me sinto bem, por isso reservo a mim este reino de paz. E por isso, por tudo isso e mais que aqui não digo, não vá o alheio ciúme empobrecer o brilho dos meus dias, volto a dizer: sou uma mulher feliz. Como poucas.

21.11.07

Privilégio


KURT ELLING - Undun (Nightmoves, 2007)

(Sobre)Viver para ouvir estas músicas torna válido - apesar de tudo - o tempo entre as paredes do hospital que me encerrou por dias. Entendo agora com mais acuidade o cheiro dos cedros sob a chuva, a paleta do poente sobre as árvores do jardim que via da janela, os sons dos pássaros se o dia tardava a nascer e as dores acossavam. Catéter, soro, movimentos tolhidos, ter sido feliz lá fora e nem imaginar a que ponto até ao umbral da porta «Urgência»... Porventura, o tempo passaria e tudo seria mais saboreado quando a vida retomasse o seu curso. Livre-arbítrio, aqui te tenho: tenho-me de volta!
[Get away: Comin' thru'!!!]
:D

14.8.07

Catorze.

Mais estes, este mês.
Quantos me sobrarão ainda?...
É de dias que aqui se fala, agora
que é noite.
Obrigada por todos os mails.
Como todos os que até hoje brilharam,
gosto desse low profile
daqueles que se dizem amigos.
Saboreio a dávida, divina também ela.
Telúrica, saúdo Torga!
Danço com Bryan Ferry
(no rés-do-chão do blog, toca o Finetune):
Don't Stop the Dance!

12.4.07

Tudo

«Gostava de ter assim músicas bonitas, só minhas, gravadas só para mim, as favoritas. Para quando viajo com o pai, sabes?, agora que já não temos nada a dizer um ao outro.»

Ela disse - uns cinquenta anos, sorrindo - ao filho de vinte anos, na mesa ao lado da minha, no restaurante que amo.


---
«Tia, há quanto tempo me adoras? (...) E quando descobriste que me adoravas?»
A Inês, seis anos, na cozinha da vivenda, enquanto a ajudava com os tpc (um cozinhado de frases para Português) e encostava a cabeça ao meu ombro morno e ansioso da ternura da infância onde ainda vivo.
---
«Não é contigo que vivo, mas é a ti que quero ardentemente. Todos os dias.»
Disse-lhe ele (quarenta e três anos) a ela (trinta e sete) e isso humedeceu-lhe corpo e boca toda a noite, disse ela esta manhã na sala de professores aos meus olhos arregalados, aquecendo-me a alma pelo seu desejo aceso de mulher com garras de cetim que se molha sem andar à chuva, mas com os seus próprios sonhos. Amo-te, amiga.
---
De que cor é a minha aura?
Pergunto-lhe eu a si, meu leitor...

15.2.07

:D e volta



Boa noite, mundo!


Amei... e sobrevivi.

A insensatez esporádica

sempre me marcou no calendário os melhores dias.


Obrigada por terem visitado esta casa do farol!


Beijos cálidos,

agridoces,

infinitesimais de tão homeopáticos.

Lentos de mais nas aproximações, como convém.


[Hitchcock explicaria, Freud não]
Pelas imagens supra, percebe-se por onde andei?...
;0)

28.1.07

Grazzie / Gracias / Merci / Thanks / Danke / Obrigada!

Aos leitores - por bem vindos - a esta singela casa do farol. Apesar das minhas ausências, do culto do despojamento, da antipatia programada e da simpatia genuína ao retardador que o sorriso anexo em azul turquesa bem confirma, voltam e voltam e voltam... On & on et encore et encore et...
10 000. Dez mil visitas em quase 4 anos! Comovo-me. Obrigada por isso. Quero vê-los a todos no lançamento do primeiro livro do Azimutes. Recusarei autógrafos, mas darei rosas, beijos, sorrisos.
Também terei palavras, aquilo de que mais sei. Aliás, sem elas, nada...
;0)

4.1.07

Dedico

todas as fantásticas músicas ali do meu
finetune à direita
e sob o azul turquesa do meu
melhor sorriso
a
...
ao(à) meu(minha) mais fiel leitor(a):
Boa noite,
Castelo Branco City!
:D

24.11.06

Chamaram?...

Oui, c'est moi... Assim respondia - com voz, talvez, menos maviosa do que a minha - Loulou, la belle fille française de la pub.
Dificuldades extremas na interrupção de acontecimentos vários afastaram-me da net. Por alguns dos melhores motivos, recuso-me a teclar. Sei, agora, de que mal tentaram que me padecessem a escrita, o brilho pessoal, a força quase grotesca dos dias felizes: descobri na DN magazine que a isso chamam mobbing...Alguém tocado pelo brilho alheio tudo faz para provocar de forma maliciosa e sofismática pequenas feridas rapidamente volvidas tumores-de-alma-endógenos. Alguém que, padecendo do maior mal do país, tudo faz para envenenar os dias que dizemos gloriosos. Tudo com base em destruição de imagem, numa espiral de violência que, se formos frágeis, nos deixa ao ponto da asfixia, trazendo-nos aos dias o que sempre coroou os seus: amargura. É o sentimento-i. "I" pequeno, do qual sempre evitei falar. Agora, aos 37 reconheço que sempre tive colegas assim: algumas mulheres supostamente "boa-gente", um ou outro homem que, à falta de luz própria, trataram de afastar o sol de quem pudesse fazer-lhes sombra. Tentaram fazer-me vítima de mobbing. Aprendi. Assim lhe chamam os entendidos. Tudo passa pelo despeito.
Há, contudo, focos de luz. Há quem sempre tenha lido sem vampirizar e tenha o gracioso gesto de procurar textos de há muito. A dois desses leitores especiais - à maioria pedi um fim nos mails, deixei de manter contactos por mais simpáticas que me fossem tais almas e fundo fosse o sorriso que me suscitavam as nossas missivas de já-amigos (que saudades dos jantares tertulianos futuros a que nunca fui por preservação de privacidade - havia toupeiras infiltradas a mando! -, mas ah, que vontade!) - retribuo a simpatia e pasmo pelo que ainda vão lendo de antigo no blog... Sim, aqui, no meu blog-berço, no que amo e sou.
E depois, e depois, e depois... Eu... escrevi aquilo? E isto? E aqueloutro? E ah, incrível, aquela sou mesmo eu! Há ali textos... Totais.
Então, apercebo-me de como sou, realmente, feliz em tudo. Tudo o que faço; a dimensão do que amo; o golpe de vista sobre o que existe e, sobretudo, o que está aqui e não é visível. AFINAL, NÃO MUDEI ASSIM TANTO. ESTA MESMA MULHER NO FAROL DE SEMPRE MERECIA SER AMADA COMO SABE QUE É. NO MEIO DE TUDO O MAIS, HÁ DIAS PERFEITOS (HOJE, ESTE FOI-O). O DE AMANHÃ - DIA D! - SUPLANTARÁ TUDO. PORQUE SIM. PORQUE ESTOU VIVA. PORQUE SOU SEMPRE BEM RECEBIDA, CONSIDERADA, ENVOLTA EM SORRISOS AFÁVEIS, AGRACIADA POR ALMAS GENTIS E MUITAS QUE GENTILIZO EU. E MEREÇO-OS? DEFINITIVAMENTE... SIM!!! MEU DEUS, SE EU SOU FELIZ...
Se não for mais nada, comprova-o o tímido, glabro, cintilante sorriso-de-olhos-risonhos captado por um homem oriental que, há muitos, muitos anos, me amou como eu sei que mereço ser amada e que eternizo, em tributo, no quase-superior direito deste blog, junto DO Simply Red.
E raios me partam se não sou muito amada!
[E sim, claro que Deus existe! ;0) ]
Who could ask for anything more?
;0)
Beijos, beijos, beijos,
em amálgamas
de menta-azul
metileno, ciano, marselha, pervinca & miosótis!
(Olá, AzulCobalto!)

11.11.06

De volta


e feliz como o pássaro que, asa antes partida, se lança agora nos vazios entre os penhascos do correr riscos. A mim todas as golfadas de ar gélido! Estou viva!
Bom dia!