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15.10.09

CHchchchchchchchchchuva!

Tanto tempo depois,
quem diria que esta casa do farol
tinha ainda a porta aberta?...

19.7.07

Ainda


há.


Na Clínica. Os "humores" entre o sanguíneo/bilioso/fleumático/nervoso levaram-me de novo à presença dos médicos. Que não, não estava doente. Nada a temer, portanto. Pensam que é problema de Psyké. Disse-lhes que talvez de Eros. Riso de circunstância.
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Entretanto, antes de novo departamento de triagem, "a" sala. Esperei. Na sala de esperar, esperei. Esperei, esperei. Sem almoço, devorava Fogo Negro, de Sansom. Olhei em volta.
Como um pássaro ferido, uma mulher da idade do mundo tremia em cadeira-de-rodas posta. Sem sossego. Suponho que não fosse Inês o seu nome. Cravejada de rugas, fechava olhos minúsculos em cansaço extremo. Magra como se do Biafra oriunda. A família, não sem a brusquidão dos insensíveis, encostou-a à lona da cadeira: "Assim, cansa-se menos...". Um talvez-bisneto ainda nos quatro anos deixava cair incessantes carrinhos-brinquedo, sobressaltando-a do sono de aparente quase-morte. Já nem era tristeza, aquilo. A lassidão de um corpo entregue de vez às tremuras e, no rosto, o rictus dos que sofrem. Cronicidade na dor. Um pássaro ferido, um pequeno, minúsculo destroço que a Deus não custaria levar ao colo, um dia próximo. Um pequenino pássaro. Talvez já nem os alimentos lhe soubessem, como aconteceu a minha avó, nos derradeiros dias... Imaginei-a com sede. Nada em volta a trazia ao acordo de si, excepto os brinquedos do rapaz batendo no solo a seco, sem que a imbecil família o impedisse de tão repetitiva cacofonia agressiva. Vacilava. O resto de mulher vacilava.
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Como um pássaro repugnado por ignominiosa espera, uma jovem impaciente, verde como um junco alçava a sobrancelha impertinente em poltrona de sala-de-espera posta. Desassossegada, também ela. Vivia a espera com tal intensidade que se lhe abriam narinas de sensitiva. Deslizava, ao recolher copos de água, ao passar entre salas, ao dirigir-se aos balcões de atendimento. Nem a mais ínfima sombra de homem de aspecto escravo afundado nas poltronas lhe era indiferente ao andar meneado, ao olhar altivo, à ausência de massa corporal, à visão perfilada de um corpo privado de ancas, de nádegas, de peito. Mas brutalmente feminina, a graça da árabe nos meneios ventrescos, os cabelos ondulados da deusa mediterrânica, o olhar entre o tecto e o chão da fêmea arrogante e da menina discreta, encimesmando-se, farta de mundo, elástica na fuga. Um magríssimo portento, um mau feitio acabado, uma leoa magrinha e magnífica. Tinha stamina, raiva, determinação dentro, via-se. Para espanto desta que aqui escreve, a bela criatura sentia! Vi-lhe o olhar percorrer a tristeza profunda, a indignação, a revolta e nova profunda dor: ela vibrava ao ver televisão - apesar da fingida indiferença - com a exploração de trabalho infantil na China, a represália sobre o esclavagista condenado à morte, a explosão em central nuclear, as declarações de ministro-pinóquio, a conversa sobre anorexias várias a nível de pensionistas-classe-trabalhista e bulimias a nível de classes de almirantes pré-reforma, dos que recebem complementos inexplicáveis, depois de tantas paradas com pernoita em hotéis de cinco estrelas com respectivas famílias e amigos, tudo para Estado-pagante... A menina-mulher reagia. A sobrancelha fazia-lhe justiça ao nível de indignação. Que diria Proust do seu porte, do seu rosto?...
Que diria Proust da velhinha? Também ela lhe recordaria "Grand-mère"; a menina-mulher seria uma "Albertine"? E a senhora de meia-idade adormecida à minha frente na sala-de-espera? E eu, entre elas, em que estádio do percurso me encontro? Serei, um dia, aquela mulher diáfana e magra que mal entreabria os olhos e se contorcia de dores a cada mudança de posição do corpo na cadeira-de-rodas?...
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Assim me interrompiam com doçura os pensamentos, falando-me ao rosto em delicada voz baixa: «Dona I., ainda não a chamámos, porque há um ligeiro problema informático. Dentro em breve, ouvirá o seu nome, sim?». Sorri à enfermeira porque, ao contrário da velhinha, não me contorciam dores; a senhora de meia-idade dormia, sem termo do sono à vista; outros conversavam baixinho; crianças passavam e pais orientavam-nas, sorrindo por terem público e por todos nós amarmos sempre muito todas as crianças. E... os velhos? Quem repara naquilo que será um destes dias? Quem se condói? Quem lhes sorri? Quem lhes fala ou toca com ternura, sem paternalismos ou "pena" na voz? Ternura da verdadeira, aquela mesma que usamos para com os pequenos?
A jovem de ar altivo condoeu-se. Ela percebeu. Olhou, discretamente, com profunda tristeza o destroço humano que virá a ser quando, um dia, nem beleza, nem saúde, nem um andar rápido lhe valerem e já não houver energia nem para colheres de sopa dadas por mão alheia, nem para indignações vindas do fundo da revolta pelas longas esperas. Eu fui testemunha. Ainda há alguma. Esperança, a tal que é verde. Como um junco, como a Irlanda, como um limão, como o amado Minho. Tudo o que é vivaz.
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Hoje acontece de novo, exactamente às 12:15. Um pequeno marco miliário nas horas da minha estrada.
Estarei mais afastada da adolescente; mais perto da mulher que, aos poucos, mansamente, fecha o ciclo. Será o trigésimo oitavo aro de tempo no tronco da árvore que sou. Hoje, abraço a minha mãe com mais força. Digo-lhe «Obrigada». Ainda há tempo. Ainda há esperança. Dizem-na verde. Talvez seja, ainda.

22.6.07





E pronto.

Acabou.

O ano lectivo, quero dizer.




:D



.Beijos a quem de direitO.

2.4.07

Em nome dos primórdios,

volto a casa.

Maré vaza, vigésima terceira hora
do dia segundo do quarto mês.
Frente ao mar de todos os dias adentro-me no vento norte, junto à rebentação. Animais esparsos e, como eu, nocturnos, despojam-se das máscaras do medo. Lentamente, deixam marcas da areia que a água há-de levar, não tarda. O casaco invernal - como a lezíria, azul-petróleo, para lá da brancura das cristas que afloram aos meus pés nus - aconchega-me o corpo emagrecido de hábitos mundanos. Esta sobriedade é-me familiar: assim começou tudo. Encosto-me a um dos barquinhos espumosos de caruncho que a carne-viva das tintas coloridas encobre e repenso caminhos. De sonhos proféticos, sonhava a queda em escadas velozes, havia já uma semana... Assim foi: areia de praia nos degraus da casa derrapou-me os pés ligeiros. Resultou um braço negro como o breu da noite que me cerca. Areia da fina... O mar chamava-me! A vida tem este hábito de parar-me se acelero, de dizer-me "Olha em volta: que vês?"... Olho. Agora, mais nítida do que nunca, a minha estrada. Cumpro a promessa feita e quem me ama como sou: "Prometa-me, V., que nunca deixará de escrever... Prometa-me!". Prometo. Mas não esqueço a ascese: privo-me de mundo, de amores, de vícios, de danças, de tempos perdidos no som e em fúrias. Eis-me tábua-rasa! Eis-me ao serviço de outros que me pedem tanto! Eis-me com mais para dar do que para receber. É a sina, é a Lei, é a única redenção: há mais prazer em dar do que em receber. Assim é, desde sempre. Aceito. Calo. Oiço, observo, escolho, sorrio de mim e dos medos de antes. De tudo, poucas vezes, mas muito a cada uma: amor, alimento, músicas viciantes, simpatia de infância, a que confia cegamente. Despojamento, ausência, silêncio. Nasce-se só. Morre-se só. O resto é mero ruído que apenas a contemplação entrecorta: volta-se, então, a Casa. O mar é já estar em casa. Concha. Nicho. Ninho. Calidez que só a gélida aragem pode trazer. Tudo o mais, efemérides, borboleteando mentes dispersas. Saber para onde se vai, aceitar as pedras do caminho, e sempre, sempre, sempre, o auto-conhecimento por padrão. Consciente: agora, neste momento, aqui, no silêncio, escrevo. Saboreio isso. O corpo lança ferros aqui; o espírito vagueia algures sobre as águas de azul-indigo que há dias sobrevoo em sonhos. E isso, que quererá isso dizer? Espero por sinais. Consciente de aqui estar, sensitiva, alerta, sedenta de sinais.

8.3.07

Vidro fosco

Uma formação em V movimenta-se no céu molhado sobre o meu carro: aves migratórias. Desde a infância, não viam os meus olhos tal beleza. Março entra e, logo ao seu segundo dia, o tempo diz-me que muda.
Sete. Cabalísticas e envoltas em penas cinza como as nuvens, as seis dos braços abertos do V seguem a do vértice, um ponto cardeal dentro do vento. Dirigem-se para norte, cortam-me a linha do horizonte, desviando-me o curso do olhar em delta que se abre sobre o mar na linha do horizonte. Avançam. Sigo-as pelo vidro direito do meu carro gotejante de chuva. Instintivamente, diminuição de velocidade: como não entender esta paz que me faz apelos em forma de sinal dos deuses? Cabe-me trazer nos ouvidos o som cavo da chuva nas palmas das mãos abertas; na boca o travo do sal açucarado dos teus beijos; nas narinas pequenas e vibrantes o fluxo de ar em torrentes dos sensitivos; nas polpas dos dedos a forma exacta da tua boca; nos ouvidos os sons do que é alado e enche os vazios entre as plumas com ar frio volvido morno aconchego.
A continuar as suas provocações como o tem feito, a natureza só poderá levar-me de volta à mulher que fui nos primórdios. Então, não poderás culpar-me de te lançar feitiços. Só a natureza explica que se meça a pulsação pelo latejar da seiva nos veios das folhas. Só ela sabe a que ponto me alimento dos cinco sentidos. É ela a única culpada. Cede. Em nome da formação de aves em flecha rente à costa, estarás em casa. Digo-te isto como unívoca verdade - por ser a minha - através do vidro fosco com células neuronais que trago na arcada torácica. Há quem lhe chame alma. Como aqueles pássaros, voo em rota de colisão com o teu peito morno onde me seguras o rosto que se esmaga devagar em amálgamas de boca em sede.

4.2.07

A mulher sadiM

Midas no seu inverso, ela nasceu para excretar. Com várias provas dadas, tudo o que toca se dissolve em pó. Afigura-se-lhe útil o tempo gasto sobre o planeta e crê-se insubstituível pelo simples, nefasto, despiciendo lugar-comum: reproduziu-se. O talento foi o de uma noite com um aventureiro do asfalto. Arrasta agora o corpo e as fressuras de alma para pagar o alimento de mais uma boca. Para isso, dispõe-se a vender tudo o que não seja a carne do filho. De resto, nada lhe sobra de digno. O que oferece é digno de um freak show. Sejamos incoerentes: chamemos-lhe apenas mau gosto. Nada disto concerne o matusalém rei Midas. Pelo contrário e, por isso mesmo, ao contrário, na mesma proporção em que a crucificação de Pedro inverte a de Jesus Cristo: o primeiro passou o resto da existência seguindo um modelo muito acima de si; o segundo carecia de mortalidade. A "mulher sadiM" é a parca sobra da mulher de talento. Um homem vende-se; uma mulher sadiM prostitui-se. Excrementa-se na babugem das noites. Desce, degrau a degrau, a escadaria entre O Dom e a banalização engargulante. Não importa o que lhe chame, ela embute nas suas fauces o preceito budista: «Tudo é vazio saído do vazio». Assim viveu, assim morrerá: nada a satisfaz, em nada evolui enquanto a sua única fome for a de ego satisfeito. Vazio é o que procura, vazio é o que encontra. Os seus olhos nunca deixarão o pó do chão que pisa e vale mais o pó do que uma só das suas gotas vitais. Por isso apodrece tudo o que a rodeia: é sua função voltar ao húmus, não ascender.

28.1.07

De sobras & lepismas

Sempre encarei os necessitados de simpatia como pessoas tendencialmente fracas e dignas de piedade. Não me refiro aqui à simpatia genuína, a que faz sorrir aos mais pequenos entre os humanos - as crianças - como eles próprios fazem entre iguais; aos vizinhos que dificultem vidas por não cumprirem normas de bom comportamento; à vendedora que, no supermercado, tenta empurrar-nos mais uma boneca de trapos que simbolize nova "causa" digna da simpatia social; ao idoso ou doente oncológico a quem a vida fez os movimentos mais brandos, lentos, lentos de mais para nós, os que, na flor da idade, têm energias aparentemente inesgotáveis e conduzem e conduzem-se com pressa, sempre muita pressa. Fascina-me a estupidez crassa de quem se julgue interessante porque a esse nível põe os supostos amigos. Se os seus forem melhores do que os nossos, sentem-se no topo da espumosa imundície comunal. Falácia: também Salieri privou com Mozart; Napoleão deve ter estado rodeado de escumalha; qualquer anónimo pode ser a nata da cultura de um país sem que, para tal, tenha tido de partilhar cama e/ou mesa (nos seus sentidos possíveis) com quem, supostamente tenha um nome. Há, de facto, muitas formas de prostituição. Neste naco de terra a que muito pretensiosamente se chama país, impera um bando de parasitas: aqueles que, habituados ao saque de tudo o que possa luzir, de tudo são capazes, em frágil tentiva de aprovação. A isso, não chamo simpatia. Quando há segundo objectivo, sempre que há como fito aparecer, ter nome - seja para receber sorrisos, aplausos ou meros imundos proventos - não se chama a isso simpatia. Quando muito, aplique-se-lhe o termo sympathy. Dar os pêsames, apresentar condolências a tal sorte de ignaros é o mínimo, o máximo, o pior que se pode fazer-lhes, porque o Tempo não é cego. Não é cego quem nos cerca e quem se vende só passa esta mensagem: prostitui-se. Sejam quais forem os ganhos, serão sempre um insulto: à suposta inteligência dos profissionais da adulação, aos supostos amigos melhores, a todos os que, supostamente não entrem nesse círculo tóxico. Grandes escritores descreveram essa náusea que prevalece como fundo neste povo. É mínimo, poltrão, risível um povo que se empurra em busca de apoio e se trai a si mesmo sempre que, necessitado de aprovação, se soergue nos bicos de pés menos imundos do que a suposta alma que traz dentro. Será, talvez, da minha formação gnóstica, mas se eu tiver que vender-me um dia (vender a alma, porque antes de mais cometeria, com toda a naturalidade, hara kiri) antes, muito antes, terei comido, perante Deus, o pó do chão. É preferível comer terra do que vender o que se é em nome de um único aplauso. Porque antes, muito, muito, muito antes do bíblico lugar-comum «Vaidade, tudo é vaidade», há uma outra vertente do real que ultrapassa o pó: há os bichos da terra, os que comem o pó dos livros de todas as bibliotecas do mundo e há, em nós, mais de finitude do que de eterno. Em última análise - brilhe ou não em nós a divina centelha que nos traga a luz de dentro dos olhos quando usamos bem e da verdadeira simpatia - há um lugar que visito todas as semanas e onde restam sobras. Aconselho muitos a passagens por lá, para que se lhes ponha em perspectiva o caminho a palmilhar. Ali há silêncio, despojamento obrigatório, não se agrupam os nomes por cunhas. Ali, cada um é o que é, o que sempre foi, dali, daquilo, não se passa adiante. Ali, até as flores mais frescas são alvo da caducidade e pouco mais tempo duram do que a chama de uma pacífica, despojada vela. Ali são as sobras das sobras das sombras: chama-se cemitério.

12.1.07

Long time no see...

Passa, o tempo. Frente à imensa cinza em movimento que me espicaça de vida, repenso tudo. Ao longe, barcos de pesca, pequenos, incautos como a ousadia dos que sobrevivem, arrastam as sobras civilizacionais que se intercalam com o brilho de peixes ocasionais. Desde que me conheço e chamo ao mundo minha casa, muito mudou sob os meus pés cansados. Decido ir por onde nunca pensara antes. Seja o mar a testemunha das minhas resoluções de partida, de recomeços, de busca da novidade que me acicate à luta. Seja. Agarro no saco que, na areia ainda húmida aguarda decisões minhas. Dentro, o bilhete de ida. As fotos dos que ficam. Os lenços para choros nocturnos em avião para sempre amaldiçoado que me leve longe. A flor seca de um amor herbarizada* na memória e no bolso transparente de uma carteira oferecida num qualquer aniversário. Isto levo. Levo-te a ti no meu peito quente, outrora porto das tuas palmas glabras, mãos que amo e quero sobre as minhas quando o frio as gele. Estás aqui. No espaço que reservei para alguém estiveste sempre tu, potencialmente. Esta história - que me arranca ao morno do lugar aquecido pelo meu corpo e me ergue de um chão que já não é o meu - conteve-te sempre. Amanhã, poderemos estar mortos. Hesitaste: saio. Resta-me imaginar o que poderia ter sido tudo isto que sobrou de nós. Nunca volto atrás: morri. Esquece.
* também este vocábulo com este sentido preciso inventei eu. Também este será alvo de péssimas, execráveis fotocopiadoras?... O que meu for a mim virá, dizem-me os sábios. Com eles, corredores de fundo, envelopo-me no tempo que me (a)guarde.

10.12.06

Scribbere avec el SMILE






[Embora seja este 1+ desejado de Tony Bennett...]

É o azul de um manto pintado por Fra Angelico, os pés pequenos das modelos de Fragonard, são as rotundas formas de Ingres, a lonjura dos olhares e o alongado dos rostos de El Greco... Colocas-me sobre cada seio uma concha de mão-plena... Ser velho trazia-lhe à boca o acre sabor de gengivas esventradas pelo metal dos... Pequena e subtil no que isso signifique de auto-imunidade... À saída, tomou o ar: linfático, o tumor era linfático... Olhou a adversária com rancor, sentindo cada célula reunida na luta comum pelo homem disputado... Recolheu do chão todos os pinhões que pôde conter numa das suas pequenas mãos e guardou-os no bibe azul, triunfante: tinha um tesouro!... - Sabes, não sabes? Como amo as gravuras que me ofereceste, quero dizer...
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